O contexto
Eletrificar não é apenas substituir ônibus a diesel por veículos elétricos.
É necessário garantir que cada veículo consiga cumprir sua missão, preservar a
bateria, recarregar no tempo disponível e estar preparado para o próximo ciclo. Ao mesmo tempo,
carregadores, BESS, geração solar, subestações e sistemas de contingência precisam oferecer a
capacidade necessária e evoluir de forma coordenada com a frota.
Operadores, prefeituras e concessionárias já estão conduzindo essa transição, com
prazo definido em lei e muita coisa em jogo. Não falta competência nem fornecedor. O que a Plataforma
acrescenta é uma forma de organizar essa complexidade e transformar cada escolha em decisão
rastreável.
Prazo público, risco privado
A meta de descarbonização da frota de São Paulo está em lei: 25% de corte em 2028, 50% em 2032,
75% em 2035 e 100% em 2038. O prazo é de todos, e o risco de um dimensionamento mal calibrado
recai sobre quem opera.
Fonte: Diário do Transporte, dez/2024
O gargalo não é o ônibus, é a rede
A pergunta difícil não é quantos veículos comprar. É quanta potência o pátio consegue puxar às
23h e o que a distribuidora entrega naquele ponto. O acesso à rede de média ou alta tensão pode,
sozinho, condicionar a viabilidade da garagem.
Fonte: WRI Brasil, set/2023
A margem de acerto é estreita
Recarga subdimensionada e o ônibus não sai do pátio. Superdimensionada e sobra capex parado,
mais demanda contratada paga todo mês. O intervalo entre os dois extremos é apertado.
A ordem das fases é a decisão mais cara
Eletrificação real é faseada. Qual linha primeiro, com qual autonomia, em qual pátio e com qual
infraestrutura. Essa sequência define o ritmo do projeto e o momento de cada investimento.